quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O adestramento do BIDU


 O adestramento do BIDU

Uma mistura de York com alguma outra coisa, saiu o BIDU, um cão extremamente dominante, não agressivo, ativo contínuo ( em breve escreverei algo sobre estas nomenclaturas). Quando seus donos o trouxeram em meu centro de adestramento, eu pedi para soltar ele um pouco, para “sentir” o cão. Os donos falaram: - Melhor não! Mas como eu insisti, eles soltaram. Ah que arrependimento. Demorou mais ou menos 45 minutos para conseguirmos pegar este maluquinho. E assim começou o adestramento do BIDU. Foi muito engraçado. Primeiro que ele não comia quase nada de ração, seus donos cederam por inúmeras vezes e ele estava totalmente no controle da situação. Sem contar que nos primeiros 15 dias ele ficou dentro de nossa casa, e fazia xixi por todos os lados, descuidava já era. Muito dominante e resistente para o aprendizado. Vinte dias depois ele já estava querendo se comunicar, querendo aprender. Mas não podíamos dar um mínimo de atenção e já era o controle. Escapava do adestramento com uma facilidade que parecia mais um Samurai do que um cão. Cheio de manhas e truques para burlar o adestramento. Mas, “água mole em pedra dura...” pela persistência conseguimos treinar ele para ficar 15 minutos em cima do banco de contenção. Era só o que precisávamos no momento, 15 minutos de controle emocional. Isso realmente foi maravilhoso, pois nestes 15 minutos nós conseguíamos ter concentração dele e ele apresentava os comportamentos que queríamos – senta – deita – cumprimentar. Para uma performance mais elevada, comecei a ensinar ele a saltar alguns obstáculos e ele aprendeu com facilidade, pois conseguia dar vazão a energia represada pelo banquinho de contenção. Depois voltava para o banquinho e ficava mais quinze minutos. Depois foi apenas uma questão de tempo, ele obedecer e se comportar. Neste vídeo você pode observar ele apresentando as mudanças de comportamento nos 3 exercícios chave para uma base coerente.



Depois desta fase importante, ele retornou para dentro de casa. A evolução apresentada foi impressionante. Outro cachorro. Segurava as necessidades até que abríssemos a porta e o liberávamos para suas necessidades fisiológicas. Mas...não fugia mais. Terminava seu trabalho e já entrava em casa e subia no banquinho de contenção, não precisa nem mandar. Para concluir, transmitimos os comandos para seus donos e nesta foto você pode observar o proprietário no controle da situação.


Neste vídeo você pode observar o proprietário no controle da situação.



O Bidu é um daqueles cães que deixam sua marca, não em mordidas, mas marcas de presença, marcas de carinho e lógico, de desafios. Agora o Bidu está em uma nova fase, seus donos estão controlando ele em casa, e ainda o levam para o trabalho. Ele fica em cima do banquinho de contenção e obedece a todos os comandos com muita alegria. Com certeza terá muitos anos de vida, agradáveis e felizes ao lado de seus donos. Passará por muitos momentos mágicos.

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